segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nosso guru: Marty Neumeier

Gosto muito dos livros escritos por Marty Neumeier. Indico sempre O abismo da marca e Zag: a estratégia número 1 das marcas de sucesso.

Recentemente comprei A empresa orientada para o design. Todos eles refletem a experiência de Neumeier, presidente da Neutron LLC, empresa especializada em construção de marcas, agora Liquid Agency (http://www.liquidagency.com/).

Como designer e redator trabalhou para marcas como Apple, Adobe, HP, entre tantas outras. Seu principal objetivo é a construção do elo entre estratégia e design. Ainda vamos escrever e debater muito suas idéias por aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Bye bye Telefônica

A Telefônica irá virar Vivo. A partir do 2o semestre de 2012, bye bye para a marca Telefônica.
Lembro de sua chegada no início da década, da dificuldade com a falta do acento e depois, das campanhas de publicidade dirigidas a marca, buscando trazer principalmente o paulistano para uma nova realidade, já que neste local, a Telesp (a estatal privatizada) deixava alguns melancólicos fãs órfãos.
Segundo Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica/Vivo, em entrevista para a Adnews, muitas cmapanhas de informação acontecerão para mostrar a mudança ao consumidor.
O trecho abaixo retirado da Adnews explica o motivo da mudança: "a espanhola Telefônica adquiriu da Portugal Telecom os 30% que ela tinha da Vivo. Com o negócio, fechado por R$ 17,2 bilhões, a empresa se tornou dona de 60% da operadora de telefonia móvel. Depois, a Telefônica comprou o restante das ações por meio de uma oferta pública."
Uma marca se fortalece e outra desaparece. Gostaria de saber os motivos, por mais que possam parecer óbvios (na verdade para mim não é) da matança de 10 anos de investimento na cosntrução da marca Telefônica.
Nos últimos anos estamos assistindo as fusões que eliminam as referências das marcas adquiridas, sendo que grande parte do valor destas empresas está exatamente no valor da marca. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Marca: um processo de construção



Gosto muito desta uma ilustração do Dorinho. Ela traduz tudo o que acredito sobre marcas. É um processo longo de construção. Durante a obra sempre acontece algo que não estava previsto, mas com planejamento e o monitoramento constantes, não há imprevisto que não possa ser contornado ou nova oportunidade que não apareça.

O lamentável comercial da Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal está comemorando 150 anos. Para isso, nesta semana, lançou um filme publicitário com narração da atriz Glória Pires, onde Machado de Assis é o personagem principal. 

Com o slogan "Uma história escrita por todos os brasileiros", a campanha criada pela agência BorghiErh/Lowe faz uma viagem no tempo para mostrar que desde o início o banco esteve presente a vida dos brasileiros, onde até os "imortais", como Machado de Assis, foram correntistas do banco. 

A questão que levantou polêmica é que o ator que interpreta Machado de Assis é branco, sendo que o escritor era mulato. Teria sido um erro ou um ato de preconceito? O erro foi causado pelo desconhecimento e ignorância da agência e da produtora do filme, ambas ignorantes em relação a informação de que o escritor era mulato, ou, não consideraram este fato importante, a ponto de serem agora "acusadas" de preconceito?
 
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial se manifetou com o seguinte comentário: "É lamentável que tenha havido esse deslize numa campanha que vem sendo desenvolvida numa linha educativa e instrutiva que inclusive já retratou fatos históricos desconhecidos da população".

A Caixa respondeu que "o banco sempre se notabilizou pela sua atuação pautada nos princípios da responsabilidade social e pelo respeito à diversidade. Portanto, a Caixa sempre busca retratar em suas peças publicitárias toda a diversidade racial que caracteriza o nosso país."

Ao ler as declarações fica para a discussão: a marca não teria de assumir o erro e reeditar seu filme corrigindo este "lamentável" deslize?

 Fonte da foto: Revista Época

Veja o filme: http://bit.ly/qzQcku

Louis Vuitton: a história (parte 1)


A Louis Vuitton, marca de sucesso internacional, foi criada quando o liberalismo econômico e a consolidação do capitalismo industrial proporcionavam a produção de massa. No início de seu desenvolvimento e ao nascer a diferenciação dos produtos, inicia-se uma febre, uma busca sem limites por novidades. Um passeio pelo final do século XIX aponta um mundo voltado para as aparências, que tinha como alicerce uma vontade de produzir mais e mais bens, um universo que propiciou à moda se estabelecer enquanto receita econômica, transformando a cidade de Paris no berço e grande centro da criação de vestuários e acessórios da sociedade industrial.

A marca Louis Vuitton nasceu neste universo, onde se apostava na diferenciação pessoal através do produto que fornecesse a aparência correspondente à imagem idealizada, à posição social que mascarava a sociedade da época.


Seu fundador, Louis Vuitton, ainda muito jovem, aproximadamente próximos dos quinzes anos, sai das montanhas do sul da França e parte para Paris a pé. Após dois anos, finalmente chegou ao destino e, no ano de 1837, começa a trabalhar como aprendiz embalando pacotes. Ainda não havia completado cem anos da grande revolução, a Revolução Francesa, e à burguesia cabia o comércio e a indústria, ou seja, o dinheiro que alimentava as novas modas.

Sem dúvida, aquela foi uma das épocas mais ricas da história, a que deu início à Era Moderna. Foram momentos de grandes revoluções e descobertas, guerras e alterações político-econômicas. Havia um quadro inconstante e violento, cujas idéias deram sustentação a um pensamento, o Iluminismo, que buscava a razão, a natureza e a moralidade, alterando a arte e a ciência moderna, tornando-as universais. É o momento da primeira viagem de navio a vapor na travessia do Atlântico e da construção da primeira ferrovia, que alteram os princípios tecnológicos, possibilitando ao empacotador Louis Vuitton abrir sua empresa, especializada em fabricar baús de viagem.

O ano era 1854, momento de exagerada extravagância em Paris. Sua clientela era formada basicamente por mulheres da sociedade, que seguiam a moda de sua época à risca e procuravam a nova loja pelo talento de Vuitton em embalar roupas e acessórios nos baús feitos sob encomenda. Os parisienses viviam a Belle Époque, momento próspero da cidade, “a capital do século XIX”, segundo Walter Benjamin. Ali, a Art-Nouveau e o Impressionismo floresciam em novos boulevards, entre carruagens, senhoras, cavalheiros e cabarés. Toulouse Lautrec com seus cartazes publicitários, era a maior referência da arte impregnada de publicidade, ou vice-versa, da publicidade impregnada de arte.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sai "Bem-Vindo ao Clube" e entra "Seu Mundo. Agora". Novo slogan Nextel.

A Nextel acaba de divulgar sua nova logomarca e slogan.

Segundo Sergio Chaia, presidente da Nextel Brasil, disse a Adnews: “Os clientes percebem a Nextel como uma prestadora de serviço de qualidade premium e parceiro confiável, que oferece produtos e serviços diferenciados e inovadores, que ajudam os clientes a serem mais produtivos. Com nosso projeto de lançar redes de terceira geração (3G), agora é o momento ideal para lançar uma nova identidade visual e uma estratégia de marca que reflitam melhor o nosso foco em conectar nossos clientes e o mundo”.

O objetivo do slogan "Seu mundo. Agora" é mostrar que a Nextel cresceu e atinge aos mais diversos clubes.  Segundo Gustavo Diament, vice-presidente de Marketing da Nextel Brasil, também em entrevista para a Adnews: “A nova identidade visual da Nextel usa conectores derivados do ’x’. Os conectores têm como objetivo unir ideias e atenções. Expressam a natureza pessoal da rede da Nextel e permitem uma flexibilidade enorme, ao mesmo tempo em que mantêm uma linguagem visual claramente reconhecida de uma marca que conecta os clientes ao que é importante para eles”.
A empresa NII Holdingsfoi resposável pelo design da nova logomarca, onde o laranja foi escolhido como cor dominante (leveza e contemporaneidade).

Um campanha mostrará o novo posicionamento na mídia. Alex Atala, Fernanda Young, Hebert Vianna, MV Bill e Fábio Assunção, que participaram de campanhas anteriores, retornam aos comerciais para representar as personalidades que passaram pelos filmes da marca.

domingo, 18 de setembro de 2011

O groteco: a manipulação da imagem e do real


Uma das dificuldades enfrentadas para relacionar as artes com o grotesco na publicidade foi identificar que personalidades e quais movimentos artísticos das artes plásticas teriam contribuído para as alterações dos padrões estéticos, através de seus monstros feios e homens sofridos mostrados como uma das mais belas criações da mente humana.

Wolfgang Kayser levou quinze anos, desde a sua primeira visita ao Museu do Prado em Madri, na Espanha, para escrever sobre o grotesco nas artes. Seu livro O grotesco talvez seja o estudo mais direto na discussão sobre o termo e o conceito do grotesco não somente nas artes plásticas, mas também na literatura. O espírito inquietante das obras de Velàsquez (1599-1660) e das de Goya (1746-1828) em sua terceira fase despertaram sua atenção para a propensão dos espanhóis e dos ingleses neste tema.

Ao deparar-se com as obras do pintor Hieronymus Bosch, Kayser percebeu que dificilmente encontraria o começo da história criativa do grotesco tanto nas artes plásticas, como em outras manifestações culturais. Seguindo os passos de Kayser em suas investigações, analisei os artistas e os movimentos que mais estimulam a publicidade enquanto referência para a criação de imagens.