domingo, 18 de setembro de 2011

O groteco: a manipulação da imagem e do real


Uma das dificuldades enfrentadas para relacionar as artes com o grotesco na publicidade foi identificar que personalidades e quais movimentos artísticos das artes plásticas teriam contribuído para as alterações dos padrões estéticos, através de seus monstros feios e homens sofridos mostrados como uma das mais belas criações da mente humana.

Wolfgang Kayser levou quinze anos, desde a sua primeira visita ao Museu do Prado em Madri, na Espanha, para escrever sobre o grotesco nas artes. Seu livro O grotesco talvez seja o estudo mais direto na discussão sobre o termo e o conceito do grotesco não somente nas artes plásticas, mas também na literatura. O espírito inquietante das obras de Velàsquez (1599-1660) e das de Goya (1746-1828) em sua terceira fase despertaram sua atenção para a propensão dos espanhóis e dos ingleses neste tema.

Ao deparar-se com as obras do pintor Hieronymus Bosch, Kayser percebeu que dificilmente encontraria o começo da história criativa do grotesco tanto nas artes plásticas, como em outras manifestações culturais. Seguindo os passos de Kayser em suas investigações, analisei os artistas e os movimentos que mais estimulam a publicidade enquanto referência para a criação de imagens.