Em sintonia com a publicidade no início do século passado, o design iniciava seu percurso marcante no desenvolvimento cultural e da vida cotidiana de uma classe consumidora que se formava, instrumentalizando objetos e produtos que transformavam a qualidade de vida do homem.
Para o filósofo Vilém Flusser, a humanidade tenta superar suas limitações físicas por meio da tecnologia, ganhando força com a industrialização e com a imagem técnica, iniciada pela fotografia, tornando-se escravos das forças que ajudou a criar artificialmente, com aumento da complexidade e da importância do conceito da virtualidade.
Em busca da funcionalidade dos objetos e da produção mecanizada iniciada com a Revolução Industrial, os designers do início do século XX, tiveram como desafio mostrar a criação de idéias, atitudes e valores de como as coisas poderiam ou deveriam ser.
E assim, o design se transformou em importante canal de comunicação entre pessoas e permitiu a distinção pela marca, que passou a importar no processo de compra. Fabricar e informar são manifestações humanas que tentam dar sentido às coisas do mundo, que por meio de códigos e técnicas se transformam em um complexo de conceitos. Inúmeras invenções (telefone, carro, televisão, entre outros) estabeleceram novas funções, fortalecendo também a aplicação da estética nas formas dos objetos.