sexta-feira, 13 de abril de 2012

A relação intertextual na criação de conteúdos de moda


O objetivo do trabalho apresentando no Congresso Internacional Visualist 2012, realizado em março de 2012, em Istambul, foi apontar a interferência da tecnologia na informação sobre a criação de moda. 
A moda não é mais um conteúdo exclusivo de designers ou jornalistas especializados, sendo uma resistente ao sistema redutor de linguagens (Barthes, 2005). 
As interferências tecnológicas na imagem da moda possibilitaram ampla tessitura de signos orquestrados por diferentes pessoas e origens. 
A fotografia digital e os blogs ampliaram as relações entre a moda (criação e conteúdo) e as tendências das ruas (consumo autoral), onde a ideia e a experiência ganham valor criativo de mercado (Future Concept Lab). Esta relação intertextual entre a criação de moda e informação de seus conteúdos estabeleceu uma rede de associações, da qual alimenta um sistema estético que vem modificando a questão de autoria (criação) e propriedade (informação). 
A criação e a produção de moda estão nas páginas da web possibilitando um movimento criativo fora dos ateliês e das editorias de moda, democratizando a estrutura de um mercado bastante elitista até então. 
O mundo da moda desenhado por bons designers e descrito por poderosos editores (Matharu, 2011), ganhou novos participantes que trouxeram percepções diferenciadas sobre cultura, estética e identidade. 
As grandes marcas corporativas da moda precisam interagir com uma produção de opinião e conteúdo que está fora do eixo industrial e do mercado, independente e livre para opinar e estabelecer novos padrões de valor. 
Entendemos então que o conflito se configura entre o novo modelo de produção de conteúdo com o velho sistema de produção de moda.